Decisões e Escolhas

Coluna Reflexus por Sergio Piva em 06 de junho, 2020 20h06m
Facebook Twitter Whatsapp

A vida é feita de escolhas, diz a máxima. Apesar das exceções, como quando não está ao nosso alcance determinarmos onde e quando nasceremos, tanto com relação ao aspecto geográfico quanto familiar, com todas as chances de que isso possa influenciar nosso modo de viver e, portanto, o futuro de nossa existência, todas as mudanças em nossa vida estão intrinsecamente relacionadas com nossas escolhas.

Onde vamos morar, com quem vamos conviver, o que vamos comer, quais lugares vamos frequentar, que profissão vamos escolher, que livros vamos ler, a quais filmes vamos assistir, quando diremos sim ou para o que diremos não e todas as demais decisões que tomamos durante nossa existência com certeza determinarão como será nossa vida. 

Vale a pena lembrar que não decidir sobre algo é uma decisão em si. Se resolvo que uma situação não deve ser mudada, concordo que tudo aquilo que está ocorrendo é bom o suficiente para mim e, se é o bastante, não existe razão para decidir mudar. 

É fato também que muitas pessoas realizaram mudanças em suas vidas quando lhes foi dada oportunidade. Sem sombra de dúvida, a falta de oportunidade é um obstáculo que nos tira a possibilidade de transformação de nossa vida. 

Ainda assim, algumas oportunidades são perdidas por ausência de decisões ou decisões equivocadas, que nos desviam do caminho para o lugar onde a oportunidade poderá estar.

Algumas pessoas encontram o amor de suas vidas em uma festa, viagem ou local de trabalho. Poderia não o ter encontrado se não tivessem decidido ir àquela festa, na viagem ou ter decidido trabalhar em outro lugar. 

Os economistas até criaram um nome para isso, chamam de custo de oportunidade, cujo conceito, resumidamente, pode ser explicado como sendo um benefício perdido por causa de uma determinada escolha.

Não esqueçamos outro fator preponderante na influência de nosso destino: a sorte. O que chamo de sorte aqui não é simplesmente o acaso que, geralmente, é atribuído ao que acorre com os outros, nunca com a gente, quando parece que algo simplesmente caiu do céu na cabeça de outra pessoa.

Publicidade

Como dizia o filósofo “meu tio Zé”: “todo mundo só vê as pingas que eu bebo, não vê os tombos que eu caio”. O que muitos chamam de sorte, usualmente, trata-se de uma conquista construída com muito esforço, dedicação e renuncia de momentos de lazer e convívio familiar. 

Entretanto, o que eu chamo de sorte neste texto são influências externas em nossa vida provocadas por meio do transcendente ou espiritual, como queira chamar, que se manifestam de acordo com as ações praticadas por nós e que, por sua vez, se concretizam somente quando decidimos pela ação ou, contrariamente, não se materializam enquanto escolhemos a inércia.

Decidir pela ação é o mais acertado. Decidir por tomar uma decisão, mesmo que não saibamos se é acertada, ainda é melhor que a inércia. Deixar que a decisão escolha por si mesma pode sugerir que não haverá qualquer mudança, mas com o passar do tempo perceber-se-á que transformações ocorreram na vida. 

Nessa altura da jornada pessoal, caso haja tal consciência, e aquelas mudanças não sejam as almejadas, não poderá culpar a sorte, nem mesmo a ausência de oportunidades, buscando o senhor destino como culpado.

A vida tem seus aspectos imutáveis, no entanto, em contraposição, existem tantos outros mutáveis, por si sós, pela inação ou por nossas próprias decisões. Faça sua escolha, melhor, decida escolher ou escolha decidir.

 

Publicidade
Compartilhe esta notícia:
Facebook Twitter Whatsapp

Comentários