Alta no preço do asfalto atrapalha tapa-buraco em Fernandópolis

Geral Da Redação em 24 de setembro, 2021 13h09m
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Levantamento feito com exclusividade pelo site RN mostra que várias prefeituras do Brasil estão encontrando muita dificuldade para avançar com as obras de recapeamento e operações de tapa-buraco. O mesmo vem ocorrendo em Fernandópolis, que nos últimos anos conseguiu realizar vários serviços de pavimentação asfáltica no município, porém, encontra dificuldades em concluir ações neste ano de 2021.

O Departamento de Compras de Fernandópolis chegou a abrir em janeiro uma Ata de Registro de preço que acabou fracassando, pois com as inúmeras alterações no preço do petróleo que é um das matérias primas para a produção da massa asfáltica, as empresas afirmam que irão sofrer possíveis prejuízos com esses constantes aumentos.

Os números levantados pelo RN mostram que em 2020, o município chegou a pagar em torno de R$ 26 reais o m² de recapeamento. Já na última cotação realizada em setembro deste ano, o valor se aproxima do R$ 60 reais o m², também para o mesmo serviço. Os valores para asfalto sofreram uma alta que passou dos R$ 67 reais o m² em 2020, para R$ 98 reais em 2021.

A situação relacionada as obras de infraestrutura se agravaram de tal forma, que o SINAPI – Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices do Governo Federal, retirou de sua tabela um dos insumos do asfalto por não haver condições de estabelecer critérios de fixação de preço no produto. A expectativa é que no início de outubro, a Prefeitura de Fernandópolis lance um novo processo licitatório visando a compra massa e emulsão asfáltica.

Entramos em contato com o prefeito André Pessuto que se mostrou muito preocupado com essas altas no preço, em especial do petróleo e alimentos. “O motorista está sentindo na pele o aumento no preço do combustível quando vai abastecer seu carro no posto. O asfalto é derivado do petróleo e o preço disparou assustadoramente. Tenho preocupação também com o aumento dos alimentos que observamos nos mercados. Enfim, vamos tentar resolver essa situação, mas é muito preocupante”, informou Pessuto.

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