Saúde de Fernandópolis participa da campanha ‘Dezembro Vermelho’

Geral Da Redação em 02 de dezembro, 2021 17h12m
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O dia 1º de dezembro é lembrado mundialmente pela luta contra a AIDS. A data constitui uma oportunidade para apoiar as pessoas envolvidas na luta contra o HIV e melhorar a compreensão do vírus como um problema de saúde pública global.

Em Fernandópolis, a Secretaria Municipal de Saúde preparou uma programação especial para lembrar a data, com a realização de testagens realizadas no CADIP (Centro de Atendimento a Doenças Infectocontagiosas e Parasitárias), empresas da cidade, no Shopping Center, praça central e na Feira Livre - no último domingo. A agenda ainda seguirá até a próxima sexta-feira, dia 03, com visita em escola e demais empresas. 

Além das atividades da semana, os testes rápidos para HIV estão disponíveis todos os dias, gratuitamente, em todas as unidades básicas de saúde e no CADIP, onde também são realizados testes rápidos para sífilis, hepatites B e C.  As unidades também disponibilizam os preservativos (masculino ou feminino) para que seja feito uso em todas as relações sexuais (orais, anais e vaginais), prevenindo tanto o HIV quanto outras IST’s.

“O tratamento precoce reduz os riscos de transmissão e oferece qualidade de vida as pessoas vivendo com o vírus. Existem disponíveis diversas formas de realizar estes testes, eles podem ser realizados com materiais como sangue e saliva; em laboratórios ou em unidades de saúde assim como podem ser comprados em farmácia. Os testes rápidos apresentam resultados imediatos e são utilizados para diagnóstico da doença de uma forma simples e fácil”, explanou o médico infectologista, Dr. Mauricio Favaleça.


NÚMEROS NO MUNICÍPIO

Em 2.021 foram notificados em Fernandópolis 13 novos casos da doença, atualmente 390 pacientes encontram-se cadastrados para retirada de medicamentos antrirretrovirais no município.


SOBRE O DEZEMBRO VERMELHO
A campanha Dezembro Vermelho é um conjunto de ações que foi instituída pela Lei nº 13.504/2017 e marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus HIV/AIDS (Vírus da Imunodeficiência Humana) e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis), chamando a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas vivendo com o HIV.

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O HIV é um vírus que ataca o sistema imunológico do indivíduo, porém existe tratamento para controle da doença. Ele pode ser transmitido através de relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas, agulhas e outros materiais contendo sangue contaminado, assim como da mãe portadora do vírus para o filho durante a gestação e amamentação quando não são tomadas as devidas medidas de prevenção. 

Por isso a importância das medidas de prevenção e a realização dos testes para diagnóstico. Todas as pessoas diagnosticadas com HIV têm disponível o tratamento com os medicamentos antirretrovirais, medicamentos estes que estão evoluindo com o tempo e que hoje se apresenta em um menor número de comprimidos diários, assim como posologia única ao dia, com menores efeitos colaterais, colaborando para que os indivíduos vivendo com o HIV possam realizar seu tratamento com menos efeitos adversos e com qualidade de vida. 

De acordo com o relatório da UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS) 37,6 milhões de pessoas estavam vivendo com HIV no mundo em 2020. No Brasil, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde de 2020, no período de 2007 até junho de 2020, foram notificados no Sinan 342.459 casos de infecção pelo HIV, sendo 152.029 (44,4%) na região Sudeste. A maioria dos casos encontra-se no grupo de 20 a 34 anos.

A PrEP

Em centros especializados como o CADIP atualmente também é possível a realização da profilaxia pré-exposição (PrEP) de risco à infecção pelo HIV para populações em situação de maior vulnerabilidade e que tenham práticas de maior risco para infecção pelo HIV.  A PrEP consiste no uso preventivo de medicamentos antirretrovirais antes da exposição sexual ao vírus, para reduzir a probabilidade de infecção pelo HIV. A PrEP não previne outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e, portanto, deve ser combinada com outras formas de prevenção.

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