Estado realiza reunião em Jales para discutir ações intermunicipais integradas para o controle da dengue

Geral Da Redação em 06 de maio, 2022 17h05m
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O Grupo de Vigilância Epidemiológica estadual promoveu uma reunião na manhã da quinta-feira, dia 5 de maio, para discutir com gestores de saúde de Jales e região, ações intermunicipais integradas que contribuam para o controle da dengue nas 35 cidades que fazem parte do GVE XXX nas regiões de Jales, Santa Fé do Sul e Fernandópolis. A reunião foi conduzida pelo médico Dr. Manoel Paz Landim, interlocutor de Zoonoses do Grupo Regional de Vigilância Epidemiológica (GVE XXX de Jales).

Os prefeitos de Jales e Aspásia, Luis Henrique Moreira e Ivan de Paula, respectivamente, participaram da reunião que também contou com a presença de secretários municipais, do chefe de gabinete da Prefeitura de Jales, José Angelo Caparroz, coordenadores e gestores de saúde de cidades da região, representantes da Santa Casa de Jales e de Urânia, UPA 24H Jales (Unidade de Pronto Atendimento) e profissionais das Vigilâncias epidemiológicas municipais.

O médico Manoel Paz Landim ressaltou que “estamos reunidos aqui hoje para propor medidas que sejam possíveis de colocar em prática. Geralmente os médicos que atendem nas unidades de saúde apresentam as mesmas dificuldades todos os anos, por isso queremos traçar ações municipais integradas, para falarmos a mesma língua. e, dessa forma, reduzirmos os casos graves da doença”.

Os profissionais lembraram que em todos os anos em que foram registradas epidemias de dengue, doença causada pelo mosquito Aedes aegypti, “nunca tivemos uma quantidade tão grande de mortes como agora”. Em 2018, por exemplo, nenhuma morte foi registrada. Em 2019 e 2020, foram registrados três óbitos na região do GVE XXX, enquanto em 2021, foram apenas duas mortes. Em apenas quatro meses de 2022 já foram confirmados cinco mortes e outros três óbitos estão sendo investigados. “Se todos forem confirmados, teremos 8 óbitos por dengue até o dia 4 de maio deste ano, em uma área que não ultrapassa a distância de 40 km de Jales”.

Os profissionais ressaltaram que existem dificuldades na estrutura de Saúde que estão dificultando o enfrentamento à dengue, como o tempo de espera para a leitura de exames e o cruzamento de dados e informações entre um município e outro.

A dengue é uma doença extremamente dinâmica. O paciente pode acordar com apenas uma dor no corpo e no meio do dia estar com sintomas agravados, ressaltaram os profissionais de saúde. “Por ser uma doença dinâmica, é fundamental que todos os profissionais que realizam os atendimentos aos pacientes, falem a mesma língua. Precisamos de ações intermunicipais, a conduta deve ser exatamente a mesma nas unidades básicas de saúde antes do paciente ser enviado para as referências e Santas Casas”, ressaltou o Dr. Manoel Paz Landim.

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A secretária municipal de Saúde de Jales, Nilva Gomes Rodrigues de Souza, afirmou que os números de casos positivos e óbitos por dengue são altos na região e que preocupam profissionais e gestores de Saúde. “Em apenas quatro meses já temos dois óbitos em Jales e se confirmarem os que estão sob investigação, teremos um total de oito na região. Agradecemos as observações feitas pelo GVE e a presença de todos vocês nessa reunião. Nos comprometemos a colocar novas ações em prática que possam otimizar diagnósticos e evitar o agravamento da dengue”.

O administrador da Santa Casa de Jales, Rafael Carnaz Prado, disse que irá reunir profissionais do hospital e apresentar ao Estado um Plano de Contingência, já que a Santa Casa atende a pacientes que tenham desde sintomas leves como os casos mais complexos.

Na próxima quinta-feira, dia 12, uma nova reunião será realizada para tratar do assunto com médicos, enfermeiros e profissionais de saúde da região.

Para o prefeito Luis Henrique “o diálogo com as equipes de saúde é primordial para garantir agilidade, eficiência, qualidade e humanização no atendimento. Nós, enquanto poder público, temos feito nossa parte, mas a ajuda da população é fundamental nas medidas de eliminação de focos do mosquito transmissor da dengue. Precisamos de todos, essa guerra é de todos nós. Não podemos deixar de agir, já tivemos cinco mortes confirmadas na região e não queremos que ocorra o pior. Tudo o que estiver ao nosso alcance será feito”, finalizou.

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