Justiça bloqueia R$ 75 mi de envolvidos com empresa investigada por prática de pirâmide financeira

Quatro pessoas foram presas na operação Ponzi, deflagrada pela Polícia Federal de Jales (SP) no dia 11 de novembro.

Polícia g1 Rio Preto e Araçatuba em 18 de novembro, 2021 11h11m
Empresários presos durante operação — Foto: Arquivo pessoal
Empresários presos durante operação — Foto: Arquivo pessoal

Quatro pessoas foram presas na operação Ponzi, deflagrada pela Polícia Federal de Jales (SP) no dia 11 de novembro.

A Promotoria de Justiça de Santa Fé do Sul (SP) bloqueou R$ 75 milhões de pessoas físicas e jurídicas ligadas à emprsa investigada por praticar squma de pirâmide financira, segundo o Ministério Público.

Quatro pessoas foram preses na operação Ponzi deflagrada pela Polícia Federal de Jales (SP) no dia 11 de novembro. Os investigados são o empresário Eduardo Bercelli Mendes, Murilo Dantas Oliveira, diretor geral, além da diretora financeira e ex-sócia do grupo.

A investigação apontou que Eduardo e Murilo tinham uma empresa que oferecia serviço de crédito e eles apontavam vantagens relacionadas ao investimento de economias, com a promessa de um retorno de 6% ao mês. A empresa, contudo, não tinha meios para repassar os valores aos investidores.

Segundo o delegado da Polícia Federal de Jales, Jackson Gonçalves, a investigação começou a partir de uma denúncia de que um empresário de Santa Fé do Sul captava dinheiro do mercado e pagava juros maiores do que os oferecidos pelos bancos sociais.

“Quanto mais ele pegava o dinheiro e pagava, mais as pessoas investiam e mais propagandas eram feitas nas mídias, a ponto dele ter pagado uma matéria na Revista Forbes, como se foss um empresário de sucesso no Brasil, bem sucedido, que andava com carros luxuosos, lanchas e aviões, e que tinha imóveis", explica.

"Tudo isso enchia os olhos dos investidores, que achavam, cada vez mais, que aquele era o caminho certo. Com essa forma de agir, ele conseguia cada vez mais investidores.”

O delegado explica que, depois da captação dos recursos dos investidores, os juros pagos não eram com a receita dele, mas com o dinheiro de outros investidores que entravam no ciclo financeiro.

“Esse tipo de atividade é denominado como pirâmide financeira. A hora que os investidores pararem de entrar na cadeia, ela vai ruir. Aí quem entrou e pagou, não vai receber. Por isso o crime de economia popular”, afirma.

“A quantidade de vítimas ainda não foi confirmada. Com a deflagração da operação e cumprimento das buscas, vamos analisar o material e documentação apreendidos. A partir da documentação, vamos poder chegar ao número de vítimas.”

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O esquema teria movimentado aproximadamente R$ 100 milhões em quatro anos, ainda de acordo com a PF.

Prisões e apreensões

A operação deflagrada em Santa Fé do Sul, Santa Clara d’Oeste, Votuporanga, Bebedouro, Araçatuba, Casa Branca, Americana, Santana de Parnaíba e São Paulo.

Só em Santa Fé do Sul, os suspeitos tinham diversos empreendimentos. Entre eles um hotel em construção e um restaurante de alto padrão às margens do Rio Paraná, informou a PF.

Durante a operação, foram apreendidos oito carros de luxo, quatro embarcações, uma aeronave e uma moto aquática em imóveis que pertenciam aos suspeitos.

Os presos vão ser indiciados pelos crimes contra o sistema financeiro nacional, falsidade ideológica, estelionato, crime contra a economia popular e organização criminosa. Se condenados, as penas somadas podem chegar a 24 anos de reclusão.

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