Setor lança o Agro Fraterno, programa para arrecadar alimentos para os mais necessitados

Rural Da Redação em 13 de maio, 2021 16h05m
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Entidades do setor agropecuário lançaram nesta quarta, 12, o Agro Fraterno, programa que vai arrecadar e doar alimentos para famílias mais necessitadas e afetadas pela pandemia da Covid. O movimento é liderado pelo Sistema CNA/Senar, pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), pelo Instituto Pensar Agro (IPA) e por outras entidades do setor.

A iniciativa foi apresentada em reunião no Palácio do Planalto que contou com a participação do presidente do Sistema CNA/Senar, João Martins, de forma virtual, do presidente da República, Jair Bolsonaro, dos ministros João Roma (Cidadania) e Tereza Cristina (Agricultura), do diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, além dos presidentes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Sérgio Souza, do IPA, Nilson Leitão, e do Sistema OCB, Márcio Lopes, além de representantes de diversas entidades do agro.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina ressaltou a urgência de mobilização do setor. “O agro não parou na pandemia, com a ajuda do governo federal. Estamos preocupados com as pessoas em situação de vulnerabilidade. Diante deste cenário, surgiu a ideia de fazer um programa do Agro que possa contribuir com segurança alimentar do Brasil.”

O ministro da Cidadania, João Roma enfatizou que é preciso buscar cooperação para superar esse momento de dificuldade. “Procurei o sistema S para buscar alternativas de fortalecimento dos pilares da segurança nutricional e alimentar de todo o país. Com a ajuda da ministra Tereza, conseguimos reunir um setor importante,” disse.

Márcio de Freitas, presidente da OCB, explicou sobre reunião feita com as associações. “A ideia foi abraçada por todos e tivemos apoio maciço das entidades que compõe o IPA. Nosso balanço é positivo, tanto o setor cooperativista como os outros setores. É hora de a gente ter um pouco mais de solidariedade e ajudar a população brasileira nesse momento de crise.”

Presidente da CNA, João Martins enfatizou que o setor sabe de sua responsabilidade e assume o compromisso de defender os menos favorecidos nesse momento de crise causada pela pandemia do Covid-19. “Vamos unir forças com o que sabemos fazer de melhor: produzir e abastecer com alimentos. Vamos começar com força, iniciando essa ação solidária com 100 mil cestas básicas por meio do sistema CNA.”

Presente na reunião, o presidente da FPA, deputado Sérgio Souza (MDB-PR) destacou que é antagônico estarmos vivendo o melhor momento do agro no Brasil, graças às políticas de governo que o deixam trabalhar, e nós vemos nossos irmãos com dificuldades. “Porque não o setor agropecuário e de produção participar do fornecimento de dignidade a esses cidadãos, através da iniciativa da CNA e da OCB. A FPA apoia essa iniciativa do Agro Fraterno e nós vamos conversar com todas as entidades, chamando a responsabilidade nesse momento de dificuldade que vive o povo brasileiro.”

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Presidente do IPA, Nilson Leitão contou que a ministra Tereza Cristina convocou algumas entidades, “a OCB e a CNA já estavam conversando com outras e quando comuniquei ao IPA, as 46 entidades aceitaram prontamente a iniciativa.”

O presidente da República, Jair Bolsonaro destacou que o agro é forte e tem o coração grande. “Lamentamos as mortes, mas temos que enfrentar essa crise. O Brasil agradece esse programa humanitário realizado pelo agro brasileiro.”

Uma semente plantada

Em entrevista ao Canal Rural, Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) disse que essa ideia nasceu do Dia do Cooperado, quando todas as cooperativas se organizam para criar um dia de cidadania e de doação de alimentos em suas localidades.

“A OCB coordena essa ação. No último presencial, reunimos 8 milhões de pessoas nesse dia da cidadania. No ano passado, focamos na doação de equipamentos como álcool em gel, máscara e respirador. Agora, para 2021, voltamos para a doação de alimentos, sugerindo que para cada cooperativado que doasse uma cesta básica, nós doaríamos outra”, falou.

“Essa iniciativa começou a crescer e envolvemos a ministra Tereza Cristina, que nos disse que estava de acordo com a ideia da CNA. Ela, então, ligou para o ministro da Cidadania e fizemos uma reunião, traçando o cadastro das pessoas necessitadas pelo Brasil”, disse.

E na sequência das conversas entraram a Companhia Nacional de Abastecimento e o IPA, segundo Freitas. “Com isso, fizemos a conversa hoje com o presidente Bolsonaro, para apresentar a ideia que já está acontecendo, pois já temos cooperativas com programas de doação”, finalizou.

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