Novembro Azul: Cirurgia Robótica reduz risco de impotência sexual e incontinência urinária em homens com câncer de próstata

Saúde Da Redação em 05 de novembro, 2020 09h11m
Facebook Twitter Whatsapp

Os dois principais temores de homens que têm câncer de próstata e se submetem ao tratamento, estão relacionados à impotência sexual e a incontinência urinária, o que pode ocorrer com maior frequência de acordo com a técnica de tratamento escolhida. Para os que se afligem com esses riscos, a boa notícia é que a técnica de cirurgia robótica pode diminuir drasticamente a chance dessas ocorrências e assim fazer com que eles mantenham a qualidade de sua vida social e sexual.

De acordo com o médico uro-oncologista, especialista em cirurgia robótica e laparoscópica, Dr. Eliney Ferreira Faria, o câncer de próstata só perde em mortalidade para o câncer de pulmão. Porém, igualmente importante, o câncer de próstata tem estatística assustadora no sexo masculino, uma vez que um a cada seis homens um deve ter câncer de próstata ao longo da vida. “O tumor inicial não é letal, o que mata é sua descoberta tardia. Para mudar essa realidade, o único caminho é o diagnóstico precoce, o homem precisa construir a cultura de se cuidar desde jovem, e no período certo, investigar e fazer o rastreamento com o toque retal e o exame de sangue PSA”, disse. Entre os tratamentos para o câncer de próstata, estão a cirurgia aberta, a laparoscópica, a radioterapia e a cirurgia robótica, técnica provada, através de pesquisas internacionais, ser a mais eficiente tanto para prevenção da disfunção erétil quanto da incontinência urinária, uma vez que proporciona ao cirurgião maior precisão de acesso ao tumor e preservação total dos tecidos circunvizinhos, que são os nervos responsáveis pela ereção e pela musculatura que segura a urina. O êxito nestes 3 quesitos: 1- cura do câncer 2- manter função erétil e 3 - manter continência urinária, depende muito da experiência do cirurgião.

Dr. Faria destacou que: “A cirurgia robótica é a melhor técnica, mas o robô não opera sozinho. O sucesso da máquina tem de ser creditado ao cirurgião que opera a mesma. O robô reproduz a movimentação do cirurgião, por exemplo, se alguém sem experiência faz um movimento errado, o robô obedece e entra no plano de dissecção errado. Ao procurar por esse método, o paciente precisa buscar um cirurgião capacitado e com boa experiência para que sua cirurgia seja um sucesso”, afirmou.

Publicidade
Compartilhe esta notícia:
Facebook Twitter Whatsapp

Comentários